A Itaipu Binacional autorizou o início da implantação de uma usina solar flutuante na lâmina d’água do reservatório. O empreendimento terá 2 mil módulos fotovoltaicos que serão instalados em uma área de 7 a 10 mil metros quadrados, no lado paraguaio da usina. O prazo para a execução do serviço é de 150 dias. Na sequência, outros 180 dias serão adicionados para assistência técnica, treinamento e aceitação final do produto.
A planta solar terá caráter experimental, com capacidade de 1 MWp, o suficiente para abastecer aproximadamente 650 residências. A energia gerada pela usina flutuante, entre 1,8 mil MWh e 2 mil MWh, vai atender parcialmente o consumo dos escritórios da própria Itaipu. O objetivo é promover estudos de viabilidade, avaliar benefícios e eventuais impactos ambientais no reservatório.
Os resultados do projeto poderão servir de base para ampliação do sistema na própria Itaipu e a instalação de usinas flutuantes em outros reservatórios do Brasil e do Paraguai. De acordo com Ediléu Cardoso Jr., CEO do grupo KWP Energia/Sunlution, um dos responsáveis pela obra, apenas 10% da lâmina d’água do reservatório já seriam suficientes para implantar uma usina solar com 14 mil MW de potência instalada, ou seja, uma nova Itaipu.
O consórcio responsável pela instalação da usina, formado pelas empresas Sunlution, do Brasil, e Luxacril, do Paraguai, venceu a licitação apresentando o valor de US$ 854,5 mil, deságio de 11,72% em relação ao previsto no edital. O contrato inclui a entrega do projeto de engenharia, dos equipamentos elétricos, do sistema de controle e instrumentação, estrutura mecânica, obras civis e estruturais, construção, montagem e comissionamento.
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