Ao findarem os quatro meses da quarentena obrigatória para ex-conselheiros da CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, em agosto de 2019, Roberto Castro agregou várias atividades à de professor no Programa de Educação Continuada da Poli/USP: iniciou atuação como consultor e pesquisador em gestão de energia elétrica pela MRTS Consultoria e assumiu cadeiras em conselhos de administração de empresas do setor elétrico, entre outras coisas. Uma atividade, porém, não estava prevista: a de colunista de assuntos de energia. A convite de EM - Eletricidade Moderna, o engenheiro iniciou este mês a coluna bimestral “EM – Mercados de Energia”, que vai analisar os caminhos da indústria de eletricidade sob os aspectos da regulação, mercados e gestão de riscos.
Já no artigo de estreia, o colunista dá o tom do novo espaço. Critica, por exemplo, estruturas inadequadas do setor que, neste momento de retração econômica e pandemia, provocam transtornos para empresas e consumidores, principalmente os de baixa tensão. Se tivessem sido adotadas, “a tempo e hora”, medidas como a “tarifa binômia em todos os níveis de tensão, (...) inclusão de sinal de preço de curto prazo em granularidade pelo menos horária para todos os consumidores, e (...)o mercado livre para todos os consumidores, independentemente do nível de tensão de consumo”, seriam evitadas muitas das atuais dificuldades, e soluções onerosas como a conta-covid não seriam sequer necessárias, diz o artigo (leia aqui).
“Temos de tirar um aprendizado dessa situação. Um setor essencial como o de energia elétrica exige uma reformulação de bases que possa dar repostas ágeis e eficazes para atender a evolução do mercado e dos consumidores de energia elétrica. O consumidor de hoje é bem diferente do consumidor dos anos 1990 ou de 15 anos atrás, e essas evoluções do modelo são naturais e devem ocorrer”, declarou Castro à reportagem de EM.
O especialista também falou sobre a nova experiência como colunista da revista. “Primeiro, pesou na decisão de aceitar o convite o perfil do veículo, que atua desde a década de 70 e é absolutamente respeitado pelo setor. É uma honra participar de uma equipe que tem esse know-how, esse histórico no setor elétrico e que goza dessa confiabilidade. Depois, a certeza de poder, baseado em meu histórico de 35 anos de atuação, contribuir com ideias e considerações neste momento tão especial para a economia e a população como um todo. Finalmente, atraiu-me a ideia de ter um espaço para exercitar reflexões acerca do setor, que possam encontrar eco no mercado e gerar círculos virtuosos para melhorar esse ambiente cada vez mais.”
Nestas três décadas e meia de setor elétrico, Roberto Castro foi por 23 anos gestor em empresas de grande porte como Cesp, Elektro e CPFL Energia. Nesta última foi inclusive diretor de Comercialização e Regulação da Geração, de 2010 a 2014. Entre abril de 2014 e abril de 2019, foi Conselheiro (membro do Conselho de Administração) e também Diretor de Gestão de Mercado na CCEE - Câmara de Comercialização De Energia Elétrica. Castro possui mestrado e doutorado em engenharia elétrica pela Unicamp e atualmente finaliza pós-doutorado pela Escola Politécnica da USP (Poli/USP). Desde 2012 é Professor de Regulação e Gestão de Risco no Programa de Educação Continuada em Engenharia (PECE) da Poli/USP.
Reforço de peso para o time de colunistas de EM, Roberto Castro vai publicar sua coluna “EM – Mercados de Energia” a cada duas edições da revista.
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