A startup Vammo está apostando na implantação de rede de trocas de baterias de motocicletas elétricas. O modelo de negócio envolve estações espalhadas inicialmente na capital paulista, onde as baterias descarregadas de uma frota de motos alugadas da empresa são trocadas por outras carregadas. Por enquanto há seis estações nos bairros paulistanos de Santo Amaro, Vila Olímpia, Pinheiros, Jardins, Pacaembu e Tatuapé.

Em fase inicial de operação, a startup importou 100 motocicletas elétricas para o aluguel, com baterias compatíveis com o serviço. Do total disponível, 55 veículos serão destinados para motoboys profissionais, 40 para empresas de grande porte e 5 para o uso geral por qualquer pessoa. O serviço de troca de baterias é cobrado por meio de assinatura mensal.

A Vammo tem três planos de assinatura para motoboys, com trocas ilimitadas de bateria, manutenção inclusa com direito à moto reserva, além de seguro e IPVA inclusos. O que difere cada plano é o tipo de motocicleta utilizada e o preço. No plano Economiza, o usuário tem acesso a um veículo mais econômico, com velocidade máxima de 60 km/h e 60 km de autonomia. Já no plano Desenrola, a moto utilizada tem mais potência e velocidade, chegando a 85 km/h e com autonomia de 80 km. Por último, há o plano Tira Onda, com uma motocicleta com design esportivo e maior autonomia. Essa assinatura dá direito a um veículo com velocidade máxima de 75 km e autonomia de 90 km. Todos os valores podem ser consultados no site http://www.vammo.com.

Para viabilizar sua operação, a Vammo recebeu aporte de US$ 8,5 milhões em sua primeira rodada de investimentos de fundos, como o Monashees, Construct Capital e Claure Capital. Além disso, a empresa passou por uma reformulação de marca (rebranding), deixando o nome Leoparda Electric. Para o cofundador da Vammo, Billy Blaustein, a intenção é contribuir para a redução da emissão de carbono na atmosfera e melhorar a mobilidade urbana.

 “Uma motocicleta elétrica gasta muito menos do que uma movida a combustão, já que R$ 8 de gasolina equivale ao mesmo número de quilômetros percorridos que um entregador pode ir com só 1 real de energia elétrica. Se quisermos descarbonizar o planeta, são especificamente as frotas de veículos de países como o Brasil que devem ser eletrificadas. Sem mencionar que as motocicletas emitem até 15 vezes mais gases contaminantes no ar do que os automóveis”, disse Blaustein.



Mais Notícias EM



Engie assina contrato para comprar UHEs da EDP e da CTG

Negócio envolverá R$ 2,9 bilhões pela aquisição das hidrelétricas Santo Antônio do Jari e Cachoeira Caldeirão.

31/03/2025


Distribuidoras não cumprem metas do Luz Para Todos

Levantamento do Idec aponta que empresas não estão universalizando serviços conforme estabelecido pelo programa federal.

31/03/2025


Projeto de hidrogênio verde da Vale é reconhecido na Europa

Mega hub para produção de HBI verde é em parceria com a Green Energy Park.

31/03/2025