O aumento na exportação de energia do Brasil para a Argentina e o Uruguai, no primeiro trimestre, possível graças ao nível elevado dos reservatórios do País, vai proporcionar considerável redução dos custos de energia para a população brasileira no período.
A conclusão é do MME - Ministério de Minas e Energia, que fez balanço das exportações a partir de dados da CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e do ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico. O levantamento concluiu que a atividade comercial vai gerar arrecadação de cerca de R$ 500 milhões em receitas, no primeiro trimestre de 2023, o que serve para aliviar os custos do sistema elétrico, revertendo-se em modicidade tarifária.
O valor considera a recuperação da receita fixa paga pela população às usinas termelétricas que exportam energia, a venda da energia hidrelétrica excedente e o pagamento, pelos envolvidos na exportação, para o uso do sistema de transmissão. Só neste último caso, a título de encargos do uso do sistema de transmissão (EUST), foram arrecadados cerca de R$ 150 milhões nos três primeiros meses. Essa arrecadação provocará uma redução no pagamento destes tipos de custos dentro do país.
Outros R$ 350 milhões foram arrecadados dentro do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), dos quais cerca de R$ 90 milhões serão destinados aos consumidores regulados brasileiros. Ainda segundo o levantamento, cerca de R$ 25 milhões já foram pagos aos consumidores regulados pelas usinas termelétricas que exportaram, a título de recuperação da receita fixa.
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