A produção da indústria eletroeletrônica cresceu pelo segundo mês consecutivo, em junho, com acréscimo de 19,9%, segundo dados do IBGE apurados pela Abinee - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. Em maio, o crescimento havia sido de 15,6%.
Para a Abinee, a trajetória seguida de crescimento sinaliza que o setor ultrapassou a pior fase da crise pós-Covid19, já que houve queda nos três meses anteriores, pois desde fevereiro deste ano a produção de bens eletrônicos vinha sendo prejudicada pelo desabastecimento de materiais, componentes e insumos provenientes do centro da pandemia, a China.
Na análise da associação, as medidas de isolamento social impactaram a produção local a partir de meados de março, com impacto em abril. A partir de maio algumas unidades industriais começaram a voltar ao normal, o que contribuiu para os bons resultados dos dois últimos meses.
Apesar da recuperação, com a compensação das perdas ocorridas a partir de fevereiro, a produção ainda permanece inferior a janeiro. Mas as elevações dos últimos dois meses fizeram a produção do setor se aproximar dos resultados dos mesmos períodos dos anos anteriores.
Na comparação com junho de 2019, a redução do mesmo mês deste ano foi de “apenas” 3,4%, número bem inferior aos de abril (-43%) e maio (-34%), o que sinaliza positivamente para a retomada do setor. A retração de junho significa recuo de 4,9% na área eletrônica e de 2,2% na elétrica.
No caso da área eletrônica, destacam-se em junho, na comparação com mesmo mês de 2019, a queda na produção de bens de informática (-31,5%) e de instrumentos de medida (-28,5%). Já a retração de componentes eletrônicos ficou em 4,4%.
Pelo lado positivo da média, a produção de aparelhos de áudio e vídeo teve aumento de 13% e de equipamentos de comunicação de 9,8%.
Na área elétrica, o pior desempenho foi na produção de lâmpadas, com queda de 21%, seguida de geradores, transformadores e motores elétricos, com decréscimo de 6,7% e equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica, com menos 5%. No mesmo segmento, o desempenho positivo foi da produção de eletrodomésticos, com aumento de 3% e de pilhas e baterias, de 0,3%.
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