Um tipo de embarcação utilizado por famílias e pescadores da região Amazônica, a voadeira, passou a ter uma versão elétrica. A iniciativa é da Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, e da Universidade Federal do Pará. A viagem inaugural da primeira voadeira elétrica ocorreu no dia 9 de maio em Altamira, no Pará.

O projeto contempla duas embarcações, batizadas de Poraquê I e II, em alusão ao peixe elétrico da região, e foi desenvolvido por especialista em engenharia naval da UFPA e pela área de sustentabilidade da Norte Energia. Os barcos têm duas medidas diferentes: um de 8 metros de comprimento e capacidade para transportar até seis pessoas e outro de 10 metros para conduzir até oito pessoas.

A velocidade média é de 27 km/h e sua autonomia é para 40 km, distância entre Altamira da Usina Pimental, que integra o Complexo Belo Monte. O protótipo Poraquê I está pronto para ser usado em atividades internas da empresa. Com a iniciativa, ao final de um mês a estimativa é que tenham deixado de ser consumidos cerca de 1400 litros de combustíveis fósseis. O protótipo Poraquê II ainda está em fase final de testes do motor.

As voadeiras são movidas por um conjunto de dois motores de 20 HP cada e têm entre três e quatro baterias. O principal desafio do projeto, segundo a Norte Energia, foi conciliar maior autonomia de viagem com baterias menores, mais leves e com menos tempo de recarga. Isso porque cada conjunto pesa em torno de 60 kg, o que ainda é considerado alto.

“Nesse primeiro momento estamos usando baterias adquiridas no mercado chinês, porém a Norte Energia decidiu que a tecnologia utilizada precisa ser nacional. Assim, já negociamos com empresa local para o fornecimento de baterias 100% nacionais e a próxima etapa é testá-las, no âmbito do projeto, quanto à eficiência e autonomia”, disse o consultor de assuntos socioambientais da Norte Energia, José Hilário Farina Portes.

A recarga das baterias será feita em dois postos, um no Porto dos Areeiros, em Altamira, e o outro junto ao Sistema de Transposição de Embarcações (STE), em Pimental. O tempo para carregar será entre duas e três horas. A energia será fornecida pela usina fotovoltaica de Altamira, construída pela Norte Energia, que investiu R$ 550 mil no projeto das voadeiras elétricas.



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