Projeção da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) aponta que a adição de nova energia renovável em 2023 deve aumentar em 107 GW, chegando a um total no final do ano de 440 GW agregados ao grid global. Se concretizado, trata-se do maior número absoluto de todos os tempos, segundo a agência.
A energia solar fotovoltaica continuará sendo a principal fonte de expansão global da capacidade renovável em 2023 e responderá por 65% do crescimento anual previsto (286 GW), com a geração distribuída, incluindo sistemas residenciais e comerciais, respondendo por quase metade da expansão global de energia fotovoltaica. A explicação é que, desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, a crise energética global elevou os preços da eletricidade no atacado e no varejo em muitas partes do mundo, tornando os pequenos sistemas solares fotovoltaicos mais atraentes economicamente para clientes residenciais e comerciais.
Já na fonte eólica, após dois anos consecutivos de declínio, as adições globais anuais de capacidade devem saltar 50% em 2023, para quebrar o recorde de 2020. Esse aumento está sendo alimentado principalmente pelo comissionamento de projetos na China que foram adiados por restrições relacionadas à Covid no ano passado.
Para 2024, o crescimento anual do mercado de energia solar fotovoltaica continua, segundo o relatório, atingindo quase 310 GW em 2024, um aumento de mais de 8% em relação a 2023. A razão seria a continuidade de preços mais baixos dos módulos, maior adoção do sistema fotovoltaico distribuído e um impulso político para a implantação em larga escala, o que favorece o desempenho de China, União Europeia, Estados Unidos e Índia. Para o Brasil, porém, mudanças nas regras de net metering devem reduzir as taxas de remuneração pela geração de excedentes, impactando as adições de novas plantas em na comparação entre 2023 e 2024.
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