Nos processos industriais espera-se que as peças produzidas, tanto por manufatura aditiva quanto por métodos subtrativos, sejam menores do que o maquinário que as produziu. Isso se deve à limitação da área de trabalho, como acontece com as impressoras 3D, por exemplo. Por esse motivo, peças grandes tendem a ser unidas por sistemas mecânicos, de soldagem ou adesivos.

 

Porém, um grupo do departamento de nanoengenharia da UC San Diego publicou um artigo na ACS (American Chemical Society) intitulado “A highly expandable foam for lithographic 3d printing”, o qual descreve o desenvolvimento de uma resina de pré-polímero expansível para o processo de estereolitografia (SLA) que é ativada por calor após o processo de impressão. A resina é utilizada normalmente para a impressão da peça e, após sua cura por UV, recebe um aporte de calor que permite sua expansão tridimensional em até 40 vezes, se comparada ao seu volume original. É possível visualizar a expansão no vídeo a seguir:

 

Expandable Foam Supersizes 3D-Printed Objects - Headline Science (American Chemical Society, 2020)

 

 

No início do estudo, a equipe buscou um monômero que pudesse ser curado por UV rapidamente e que apresentasse boas propriedades mecânicas. Optou então pelo metacrilato de 2-hidroxietil (chamado por HEMA) e decidiu encontrar a concentração ideal de fotoiniciador e de um agente de expansão apropriado. Após diversos testes, os pesquisadores tiveram sucesso com um agente não tradicional, normalmente usado em polímeros semelhantes ao poliestireno (PS). A mistura desses componentes foi utilizada para formular a resina fotopolimérica final.

 

Os modelos impressos com a nova resina foram submetidos a aquecimento controlado a 200 °C por até dez minutos. Segundo o resumo do estudo, publicado pela ACS, o calor decompõe o agente de expansão, o que desencadeia a “espumação” da resina, expandindo o tamanho dos modelos. A variação dimensional entre pré e pós-expansão foi de até 4.000%.

 

De acordo como os autores, essa tecnologia poderia ser empregada em aplicações que demandam geometrias complexas compostas por espumas porosas como na arquitetura, na engenharia aeroespacial, no setor de energia e biomedicina.

(Foto: American Chemical Society )

 

Conteúdo relacionado

Impressão 3D multimaterial em alta velocidade

Impressão de hastes para coleta de amostras

 

#plastic #impressao3ddeespumas #americanchemicalsociety



Mais Notícias CCM



Estudo faz projeções para o mercado de impressão 3D nos próximos dez anos

A Consultoria IDTechEX realizou um estudo de tendências para o setor de manufatura aditiva (impressão 3D) no período que vai de 2024 a 2034, abordando o provável desenvolvimento tecnológico e perspectivas de mercado.

05/03/2025


Indústria deve retomar as aquisições de impressoras 3D

Pesquisa global feita por consultoria britânica sugere a redução do consumo de impressoras 3D para fins industriais, em contraposição ao aumento expressivo do uso dos modelos de entrada. A pesquisa prevê, porém, que deverá ocorrer em breve uma retomada das compras da indústria.

22/10/2024


Transformadores por injeção investem em robótica e impressão 3D

Nova pesquisa feita junto aos transformadores por injeção mostrou que aumentou o uso de células robotizadas no chão de fábrica, e também da manufatura aditiva (impressão 3D), utilizada principalmente para o desenvolvimento de produtos.

22/10/2024