Consumidora de 25,4% dos transformados plásticos no País, a indústria de materiais de construção apresentou um desempenho considerado regular no mês de abril, de acordo com o Termômetro divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Os dados se baseiam em uma pesquisa de opinião realizada com as lideranças do setor e apontaram que 32% dos pesquisados avaliaram o período como ruim.
Para o fechamento dos dados de maio, a expectativa é que o ceticismo persista, com 59% das empresas associadas estimando resultado regular e 12% considerando o desempenho ruim. A pesquisa também apresentou os dados consolidados de março de 2023, indicando que o mês foi de resultados regulares no setor. Para 35%, o terceiro mês do ano trouxe resultados bons, para 41% resultado regular e para 24% foi ruim.
O Termômetro da Abramat também traz informações sobre o nível de utilização da capacidade instalada da indústria de materiais de construção. Em abril, a utilização da capacidade foi de 71% na média das empresas associadas, um ponto percentual acima em relação a março de 2023, porém três pontos percentuais a menos do que em abril de 2022.
No entanto, as intenções de investimento em abril de 2023 apresentaram aumento significativo, com crescimento de 13 pontos percentuais em relação ao mês anterior, refletindo a retomada dos investimentos projetados para este ano, com 68% das indústrias de materiais indicando que devem investir nos próximos 12 meses, seja no aumento da capacidade produtiva ou na modernização dos meios de produção. Em abril do ano passado, este indicador era de 80%.
“O termômetro mostra que a indústria de materiais de construção segue cautelosa com os rumos da economia nacional. O Brasil ainda sente os impactos da taxa de juros elevada, o que contribui para desaceleração da inflação, mas prejudica a retomada da economia. Sem contar com a expectativa do setor em torno do arcabouço fiscal e reforma tributária a ser analisada pelo Congresso ainda este ano. Seguimos atuando de forma incisiva junto a associações, indústria e poder público, com objetivo de atingirmos crescimento de 2% este ano para a indústria de materiais de construção”, comentou Rodrigo Navarro, presidente da Abramat.
Imagem: Freepik
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