Natal Pasqualetti Neto*
Nas prensas mecânicas usadas para estampagem, a energia para a conformação da peça vem do volante.
O motor elétrico principal gira o volante e armazena nele a energia para a conformação da peça.
Na prensa mecânica a força máxima só pode ser utilizada próximo do PMI (ponto morto inferior). Durante o trabalho de conformação da peça é consumida a energia proveniente do volante e, consequentemente, ocorre a redução da rotação do volante. Essa redução da rotação, de forma geral, é limitada em 20%, pois o volante está conectado ao motor elétrico principal e com isso limita-se o escorregamento do motor para evitar danos ao mesmo.
Após a conformação da peça, o motor elétrico repõe a energia perdida durante todo o tempo do curso de subida e descida do martelo, fora da região de utilização da prensa mecânica.
Conforme o exposto, concluímos que a energia do volante é muito grande, cinco vezes maior do que a energia necessária para a conformação.
Ao desligar a prensa, após o turno de trabalho, o volante tende a continuar girando por horas até parar por si próprio. Porém, enquanto o volante estiver girando, existe energia na máquina mesmo que esta esteja desligada. Trata-se de energia residual. Conforme as normas de segurança, devemos eliminar essa energia residual após o desligamento da prensa. Devido a isso, a prensa mecânica possui um freio do volante.
É importante não confundir o freio do volante com o freio de parada da máquina.
O freio do volante é basicamente um atuador pneumático com uma sapata de freio. Como o objetivo é apenas eliminar a energia residual, a parada do volante não é imediata, ocorrendo, normalmente, de 40 a 50 segundos, conforme o projeto.
Um limite de fim de curso intertravado com o comando do motor elétrico monitora a posição do freio para evitar que ocorra a partida do motor quando o freio está atuando.
Situações conforme o motor elétrico principal:
Motor elétrico de indução trifásico sem inversor ou com inversor, mas sem função de frenagem: o freio do volante faz com que ocorra a sua parada;
Motor elétrico de indução trifásico com inversor de frequência e com função de frenagem: o motor elétrico faz a parada do volante, e quando o volante está quase parado, o seu freio é acionado. No caso de falta de energia elétrica, o freio do volante faz a sua parada.
*Natal Pasqualetti Neto é engenheiro mecânico pós-graduado em Automação Industrial pelo Centro Universitário FEI (São Bernardo do Campo, SP). Sócio Proprietário da NATAL Treinamento e Consultoria – www.natal.eng.br.
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