por Ricardo Mello
Móveis de madeira sempre foram considerados luxuosos, duradouros e confortáveis, mas eles têm deficiências que fazem com que os móveis feitos de plástico reciclado ganhem espaço quando se trata de buscar alternativas sustentáveis para o planeta, fazendo com que esses últimos sejam interessantes para o consumidor.
De acordo com Ricardo Mello, da Câmara de Descartáveis da Abiplast, ainda que a madeira seja uma fonte naturalmente renovável, é provável que haja mais pessoas cortando árvores do que plantando. “Com tantos problemas ambientais, está aumentando a busca por opções de menor impacto à natureza. O plástico é uma ótima alternativa, principalmente o que vem das garrafas e de outras embalagens que foram descartadas como lixo”, comentou.
Em 2021, o mercado global de móveis fabricados com plástico movimentou US$ 13,5 bilhões. Acredita-se que até 2027 esse valor chegue a US$ 17,8 bilhões.
Segundo Mello, existem diferentes tipos de madeira plástica. Entre elas está a que é composta por polietileno de alta densidade (PEAD), que é a preferida dos fabricantes de móveis por ser sólida e resistente. Outras alternativas são a madeira preenchida por plástico e a madeira em quantidades iguais; a madeira reforçada com fibra de vidro e o poly lumber, um tipo de plástico que imita a textura e a aparência da madeira.
“Os móveis de poliéster, por exemplo, são mais sustentáveis que os de madeira porque são feitos de plástico que já foi produzido e que iria para os aterros sanitários. A reciclagem de plástico consome menos energia do que a fabricação de novos plásticos, o que comprova sua sustentabilidade. E o melhor de tudo, a maioria das peças de móveis feitos de plástico reciclado é 100% reciclável, podendo ser reaproveitada novamente”, disse Ricardo.
Outros fatores, além da conscientização ambiental, têm aumentado a demanda por móveis de plástico reciclado, o que inclui o aumento de investimentos por parte de agências governamentais e a necessidade crescente dos consumidores por móveis de luxo e de alta qualidade.
“Além da sustentabilidade, os móveis fabricados com madeira plástica proporcionam vantagens para o consumidor, como a possibilidade de pintá-los usando diversas tonalidades, e sem desbotar. E como o corante é adicionado à madeira plástica durante o seu processamento, os fabricantes conseguem produzir uma grande variedade de cores”, comentou.
Outro ponto é a questão da manutenção do plástico, já que, ao contrário da madeira – que requer limpeza, envernizamento e pintura –, o material só requer uma limpeza simples com água e sabão.
“Também não há ataques de insetos como acontece com os mobiliários de madeira. Isso acontece porque a madeira é usada por eles como abrigo e alimento. Já o plástico reciclado, não. Todo material sintético é imune à ação de insetos, assim como à proliferação de bactérias ou mofo”, concluiu Mello.
Ricardo Mello é líder da Câmara Setorial dos Fabricantes de Descartáveis Plásticos da Abiplast.
Imagens: Pixabay; Ricardo Mello/Divulgação.
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